sábado, 5 de setembro de 2009

A porta de saída das igrejas

A melhor maneira de se conhecer a espiritualidade de uma igreja é quando se sai dela. Ao entrar tudo é flores, porém ao sair o fel que estava latente aparece. A igreja que não sabe despedir seus membros carece reavaliar sua existência. O que é mais importante o reino de Deus ou a igreja instituição? Se a igreja for séria e de Cristo a resposta será uma, agora se a igreja for dirigida a seu bel prazer, o que não é minoria, a resposta fatalmente será outra. Quando um membro vai embora como ele é tratado na sua igreja? Como ele é visto? Como irmão ou como inimigo. Quando eu saío de uma igreja as portas ficam abertas ou fechadas a sete chaves? Onde está a misericódia dessas igrejas? Sou obrigado a permanecer onde não quero? Sou entrevistado quando estou com a mala na mão? Perguntam por que estou indo embora ou aceitam a minha saída como parte da rotina da igreja? Quem está errado, quem saí ou quem deixa sair sem se importar? O pouco caso que as igrejas fazem dos seus membros me enoja. Agora, vamos ao púlpito. Eles estão lá falando do amor de Cristo, pregando, aconselhando, desafiando a igreja a amar o próximo e depois perguntam por que suas igrejas não respondem a mensagem. Ariovaldo Ramos importante teólogo brasileiro disse que não acreditava muito nesse negócio de profecia, mas numa ele acreditou: Devolvam a minha igreja, devolvam a minha igreja. Creio que a mensagem deve deixar de ser do púlpito para igreja e passar a ser da igreja para o púlpito: Pratiquem só um pouquinho do que vocês pregam. Que a graça e a paz fiquem convosco.

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